quinta-feira, abril 27, 2006

"O pessoal habita um mundo inautêntico, insubstancial e transitório. O homem não é mais pastor do que lhe é familiar; antes é o lobo de si mesmo e dos outros"
C. Lasch

sábado, abril 22, 2006

"Somos todos hóspedes, mas não use este belo planeta como uma pousada de estação ferroviária. Ele não é uma sala de espera. Ele é o nosso lar por um tempo e será o lar de alguém mais. Não seja tão mesquinho para dizer, 'Eu irei logo - daqui a dez minutos meu trem estará chegando, então quem se importa se eu deixar a sala de espera suja?'
Osho

terça-feira, abril 11, 2006

Certa vez, um devoto perguntou ao sábio Narada:

"Amado, como fazer para desabrochar as mil pétalas do lótus espiritual* no topo da cabeça?"

O sábio olhou-o com simpatia e respondeu-lhe:

"Como espera conseguir abrir as mil pétalas espirituais da cabeça se não conseguiu abrir até hoje as doze pétalas do lótus espiritual do peito?***

Peça a divina inspiração de Vishnu** e preencha sua alma de amor puro e desinteressado.

Abra os doze raios do amor entre os homens infelizes desse mundo e sirva ao Senhor com modéstia e simpatia. Cada uma das doze pétalas é muito querida de Vishnu. Ele gosta de trabalhar nelas e feliz é o homem que viaja pela vida com o Senhor do amor em seu peito.

Quanto ao topo da cabeça, não se preocupe. Primeiro renda-se ao amor. Depois, na hora certa, Vishnu o guiará na ascensão ao reino das mil luzes.

Por enquanto, una espiritualidade e amor em sua tarefa entre os homens.

Viaje feliz pela vida, pois o Senhor o acompanha dentro do lótus do coração."

OM NAMO NARAYA NAYA.

domingo, abril 09, 2006

Rafal Olbinski: Ilustrador polonês.

Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom

****

Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer

Liberté.

Paul Éluard

quarta-feira, abril 05, 2006

Eros é a água

Gioconda Belli

Entre as tuas pernas
o mar revela-me estranhos recifes
rochas erguidas corais altaneiros
contra a minha gruta de búzios concha nácar
o teu molusco de sal persegue a corrente
a pequena água inventa-me barbatanas
mar da noite com luas submersas
tua ondulação brusca de polvo congestionado
acelera nas minhas guelras um latejar de esponja
e os cavalos minúsculos flutuam entre gemidos
enredados em longos pistilos de medusa.
Amor entre golfinhos
aos altos lança-te sobre o meu flanco leve
recebo-te sem ruído olho-te entre bolhas
cerco o teu riso com a minha boca espuma
ligeireza da água oxigênio de tua vegetação de clorofila
a coroa de lua abre espaço ao oceano.
Dos olhos prateados
flui longo olhar final
e erguemo-nos do corpo aquático
somos carne outra vez
uma mulher e um homem
entre as rochas.