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terça-feira, setembro 25, 2012

Mihai Eminescu

Quando até a voz...


Quando até a voz do pensamento cala,
Me envolve o doce canto de uma prece – 
Então te chamo; o meu chamar te abala?
Sairás da fria bruma que te tece?

E a escuridão da noite aclararás
Com teu olhar pacífico e risonho?
Retorna, deixa as sombras para trás,
Para te ver voltar – como num sonho!

Vem lentamente... perto... ainda mais;
Chega sorrindo junto à minha face,
Mostra-me, num suspiro, que és tornada.

Que teu cílios nos meus façam-se laços,
Para que eu sinta um frêmito nos braços – 
Para sempre perdida e sempre amada!



Tradução: Luciano Maia