Hoje zapeando pela TV parei no Sem Censura com a apresentação da Leda Nagle.
Papo descontraído :) com o convidado Alberto Villas sobre o seu novo livro
Admirável Mundo Velho! sobre expressões e gírias que caíram em desuso.
“Hoje você está com a macaca”
“Ficou a ver navios”
“Tirar nota vermelha no boletim”
“Tô frito”
“Ele tem um parafuso a menos”
"Ela tomou um chá de cadeira”
"Ele trabalha com cérebro eletrônico”
"Pode passar o açúcar?"
"Ele foi ao banco receber o ordenado"
"Ele chamou a rádio-patrulha"
"Achei o filme um abacaxi"
"Ela ficou pra titia"
segunda-feira, março 30, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Domingo passado foi o dia de ver:
Yanni Live at the Acropolis
Visitei o site e descobri que o Yanni está com rosto de bebê.
Voices The 2009 Tour
"The human voice is the most expressive instrument known to man...it can evoke an enormous amount of emotion"
Yanni Live at the Acropolis
Visitei o site e descobri que o Yanni está com rosto de bebê.
Voices The 2009 Tour
"The human voice is the most expressive instrument known to man...it can evoke an enormous amount of emotion"
terça-feira, março 17, 2009
O misterioso número de ouro
Do número nasce a proporção
Da proporção se segue à consonância
A consonância causa deleitação
A nenhum sentido apraz a dissonância
Unidade, igualdade e semelhança
São princípios do contentamento
Em todos os sentidos o experimento
A alma na unidade glória alcança
Em todas as quantidades a igualdade
E a perfeição remota ou a mais chegada
Segundo a natural autoridade
E assim esta nas qualidades assentada
Da mesma maneira a semelhança
Diva de ser sentida e contemplada
Vasco Graça Moura,
Camões e a Divina Proporção
terça-feira, março 10, 2009
Lições de vida
Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver.Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal". Assim sendo,ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem, os experts em comportamento, que quem já consegue assimilar10 delas,com certeza, aprendeu a viver com qualidade interna.
Ei-las:
1 - Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2 - Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou.Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3 - Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4 - Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez.Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5 - Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.
6 - Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7 - Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8 - Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9 - Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10 - Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão.Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11 - Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12 - Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso,a trave do movimento e da busca.
13 - É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.Não adianta estar mais longe.
14 - Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda.Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15 - Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16 - Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17 - A rigidez é boa na pedra não no homem.A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18 - Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido.O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19 - Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20 - Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:Você é o que se fizer!
Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver.Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal". Assim sendo,ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem, os experts em comportamento, que quem já consegue assimilar10 delas,com certeza, aprendeu a viver com qualidade interna.
Ei-las:
1 - Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2 - Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou.Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
3 - Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
4 - Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez.Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
5 - Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.
6 - Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7 - Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
8 - Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
9 - Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10 - Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão.Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11 - Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12 - Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso,a trave do movimento e da busca.
13 - É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros.Não adianta estar mais longe.
14 - Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda.Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15 - Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16 - Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17 - A rigidez é boa na pedra não no homem.A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
18 - Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido.O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
19 - Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
20 - Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:Você é o que se fizer!
segunda-feira, março 09, 2009
Conjunção Oportuna:
Estou lendo "O Corpo Fala" de Pierre Wel e Roland Tompakow
"Podemos comparar o corpo humano a uma esfinge que era composta por quatro partes (corpo de boi, tórax de leão,asas de águia e cabeça de homem)"
Boi - Abdômen - Vida Instintiva e Vegetativa
Leão - Tórax - Vida Emocional
Águia - Cabeça - Vida Mental (intelectual e espiritual)
--------------------------------------------------------
Homem - Conjunto - Consciência e Domínio dos três inconscientes anteriores
E estou vendo os primeiros episódios de Lie to me
*The truth is written all over our faces
Estou lendo "O Corpo Fala" de Pierre Wel e Roland Tompakow
"Podemos comparar o corpo humano a uma esfinge que era composta por quatro partes (corpo de boi, tórax de leão,asas de águia e cabeça de homem)"
Boi - Abdômen - Vida Instintiva e Vegetativa
Leão - Tórax - Vida Emocional
Águia - Cabeça - Vida Mental (intelectual e espiritual)
--------------------------------------------------------
Homem - Conjunto - Consciência e Domínio dos três inconscientes anteriores
E estou vendo os primeiros episódios de Lie to me
*The truth is written all over our faces
quinta-feira, março 05, 2009
A mulher sofrida
Olho para ela e leio, em seu rosto triste, as marcas da vida e da mão que prostra. Sei o que sofreu, um sofrimento entretanto ambíguo que, ao mesmo tempo, lacera a carne, decepa alegrias, mas estrutura resistências e sabedorias. Tento entendê-la, esta mulher sofrida. Quem é. Como é.
Sofrida é a mulher por quem a vida passou, machucando uma sensibilidade menina, feita de dádiva, confiança no próximo, esperança de melhorar o mundo.
Sofrida é a mulher que não viveu em vão, na delícia burguesa de ser objeto de sexo, admiração fácil ou mimo, preferindo o caminho penoso da independência, a procura honrada da própria dimensão pessoal, existencial, política.
Sofrida é a mulher que tem energia e nervos para enfrentar na carne todas as disposições e contradições necessárias a viver e a conquistar o direito à vida, à liberdade, à solidão, ao afeto dos seus.
Sofrida é a mulher de uma geração que assistiu à castração de seu sonho político, embora o veja crescendo, melhorando e se transformando pelo mundo afora.
Sofrida é a mulher que viveu várias décadas em cada uma das três últimas. É a pessoa que soube incorporar ao seu viver as dores necessárias à libertação dos preconceitos próprios e alheios; dos atrasos ancestrais; da dor de viver adiante no tempo; das agressões retrógradas; das maldades profissionais; do medo da sua mensagem renovadora.
Sofrida é a mulher que assistiu à queda de muitos, ao cansaço de outros, à morte de terceiros, à dor, à tortura, ao vício, à desistência, à loucura, à resistência, à tenacidade, ou à convicção de todos os que se insurgiram contra qualquer forma de agressão humana, de opressão ou de injustiça.
Sofrida é a mulher que aí está, cada vez melhor, porque de costas eretas a despeito de tudo o que viu, sofreu e passou. E passa.
Sofrida é a mulher que não desistiu de ser; não se alienou; não fugiu da dor; e até se embelezou com as rugas conseguidas; é a que se purificou com as impurezas que em si descobriu e mergulhou com igual coragem na miséria e grandeza, saindo melhor de ambas.
Artur da Távola
Olho para ela e leio, em seu rosto triste, as marcas da vida e da mão que prostra. Sei o que sofreu, um sofrimento entretanto ambíguo que, ao mesmo tempo, lacera a carne, decepa alegrias, mas estrutura resistências e sabedorias. Tento entendê-la, esta mulher sofrida. Quem é. Como é.
Sofrida é a mulher por quem a vida passou, machucando uma sensibilidade menina, feita de dádiva, confiança no próximo, esperança de melhorar o mundo.
Sofrida é a mulher que não viveu em vão, na delícia burguesa de ser objeto de sexo, admiração fácil ou mimo, preferindo o caminho penoso da independência, a procura honrada da própria dimensão pessoal, existencial, política.
Sofrida é a mulher que tem energia e nervos para enfrentar na carne todas as disposições e contradições necessárias a viver e a conquistar o direito à vida, à liberdade, à solidão, ao afeto dos seus.
Sofrida é a mulher de uma geração que assistiu à castração de seu sonho político, embora o veja crescendo, melhorando e se transformando pelo mundo afora.
Sofrida é a mulher que viveu várias décadas em cada uma das três últimas. É a pessoa que soube incorporar ao seu viver as dores necessárias à libertação dos preconceitos próprios e alheios; dos atrasos ancestrais; da dor de viver adiante no tempo; das agressões retrógradas; das maldades profissionais; do medo da sua mensagem renovadora.
Sofrida é a mulher que assistiu à queda de muitos, ao cansaço de outros, à morte de terceiros, à dor, à tortura, ao vício, à desistência, à loucura, à resistência, à tenacidade, ou à convicção de todos os que se insurgiram contra qualquer forma de agressão humana, de opressão ou de injustiça.
Sofrida é a mulher que aí está, cada vez melhor, porque de costas eretas a despeito de tudo o que viu, sofreu e passou. E passa.
Sofrida é a mulher que não desistiu de ser; não se alienou; não fugiu da dor; e até se embelezou com as rugas conseguidas; é a que se purificou com as impurezas que em si descobriu e mergulhou com igual coragem na miséria e grandeza, saindo melhor de ambas.
Artur da Távola
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