O primeiro passo da Raja ioga é YAMA, seguir as 5 regras, interdições que não se deve fazer, que são:
1. AHIMSÂ - Não violência, não fazer mal não só às pessoas, mas a qualquer ser vivo, a qualquer ser vivo vegetal, animal e hominal, a menos que seja para sua alimentação no caso de vegetais e animais, e principalmente a não violência para consigo mesmo, respeitando sua própria vida. Equivale ao mandamento de não matar, mas com uma abrangência muito maior e com um respeito a tudo o que tem vida.
2. SATYA - Não mentir, iniciação é busca da verdade e quem busca a verdade não pode mentir, mas nem toda a verdade pode ser dita por provocar um mal pior, e quando não puder ser dita, o silêncio é o melhor remédio.
3. BRAHMACHÂRYA - Continência sexual, praticar o sexo para fins nobres e sempre por amor. Não é se flagelar para fugir de um impulso sexual, como mandam algumas religiões. O sexo é divino, existe nos 4 reinos, no mineral, no vegetal, no animal e no hominal e impulsiona a evolução, e considerá-lo imoral é ignorância, pois redundaria em dizer que todos nós nascemos da imoralidade. O sexo com amor não é contrário à espiritualidade, ao contrário, nos conduz ao amor divino. Como a manifestação é trina, o sexo também o é. O sexo pode depravar, equilibrar ou elevar o ser humano. A elevação pelo sexo é comprovada por inúmeras religiões, onde seus pastores ou dignos representantes masculinos ou femininos podem se casar. E o lar, quer seja constituído por um sacramento ou por um compromisso oficial, ou por compromissos íntimos e sinceros de um casal, deve estar de acordo com a palavra LAR: L de lealdade, A de amor e R de renúncia. A continência sexual é não ter apego ao sexo pelo simples prazer, por interesses ou por obrigação. Mas, usar o sexo com amor puro, respeito e obedecendo freqüências naturais pelo bio-ritmo ou biotipo pessoal. Valendo lembrar que a energia sexual pode ser transformada em energia mental.
4. ASTEYA - Não privar aos outros com aquilo que não lhe pertence. Não é o simples roubo ou apropriação indébita de bens e coisas materiais. Tem um sentido mais amplo e total, e não roubar idéias e pensamentos, sentimentos e emoções, glórias, méritos e principalmente não privar aos outros de evoluir.
5. APARIGRÂHA - Não ter apego, não ser avarento. Isto não significa ser trapista e comungar com a pobreza doando tudo o que tem aos outros. Devemos evoluir em todos os aspectos, inclusive no material, porém sem apego. Cada um pode enriquecer o quanto quiser, na medida que enriquece aos outros através de um trabalho digno, e nunca pela exploração dos outros ou até mesmo pela sua desgraça. Na nossa evolução, o importante é SER e não apenas TER, e o ideal é SER e TER. Aparigrâha é sutil, é não ter apego ao desapego para fugir da luta da vida, é utilizar o que possui para uma vida bem vivida na terra em termos de evolução espiritual. É a prática da Vairâgya ou do desapego, ter bens mas não ser dependente desses bens.
Fonte:
http://www.conscienciacosmica.com.br/ar-tec-meditacao.htm