Jesus Cristo corporifica um esplêndido herói trágico, com várias semelhanças básicas em relação a Prometeu, especialmente porque ambos se propõem salvar a humanidade, pretendem iniciar a civilização, são punidos por seus atos e conseguem no fim ressurgir gloriosamente.
O herói trágico é um carvalho em que caem os decisivos raios do destino.
(Flávio R. Kothe)
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
O amor de agora é o mesmo amor de outrora
O amor de agora é o mesmo amor de outrora
Em que concentro o espírito abstraído,
Um sentimento que não tem sentido,
Uma parte de mim que se evapora.
Amor que me alimenta e me devora,
E este pressentimento indefinido
Que me causa a impressão de andar perdido
Em busca de outrem pela vida afora.
Assim percorro uma existência incerta
Como quem sonha, noutro mundo acorda,
E em sua treva um ser de luz desperta.
E sinto, como o céu visto do inferno,
Na vida que contenho mas transborda,
Qualquer coisa de agora mas de eterno.
Dante Milano
O amor de agora é o mesmo amor de outrora
Em que concentro o espírito abstraído,
Um sentimento que não tem sentido,
Uma parte de mim que se evapora.
Amor que me alimenta e me devora,
E este pressentimento indefinido
Que me causa a impressão de andar perdido
Em busca de outrem pela vida afora.
Assim percorro uma existência incerta
Como quem sonha, noutro mundo acorda,
E em sua treva um ser de luz desperta.
E sinto, como o céu visto do inferno,
Na vida que contenho mas transborda,
Qualquer coisa de agora mas de eterno.
Dante Milano
domingo, janeiro 27, 2008
Respirar a eternidade
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas
até certo ponto.
Duram o infinito
variável no limite
de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar
que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria
se tornam,
absoluta,
numa outra (maior)
realidade.
Começam a esmaecer
quando nos cansamos,
e todos nós cansamos,
por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos
que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser
e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor
ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno
fica esse gosto ocre
na boca ou na mente,
sei lá,
talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas
até certo ponto.
Duram o infinito
variável no limite
de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar
que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria
se tornam,
absoluta,
numa outra (maior)
realidade.
Começam a esmaecer
quando nos cansamos,
e todos nós cansamos,
por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos
que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser
e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor
ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno
fica esse gosto ocre
na boca ou na mente,
sei lá,
talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
sábado, dezembro 22, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
terça-feira, outubro 23, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
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